Lisboa em 2 dias: colinas, pastéis e o charme dos bondinhos amarelos
Lisboa, Portugal14 de julho de 2026

Lisboa em 2 dias: colinas, pastéis e o charme dos bondinhos amarelos

Por Lucas Bezerra de Aquino

Alfama, Belém, miradouros e muita comida boa: como aproveitar Lisboa em uma escala curta ou um fim de semana, gastando bem menos do que em outras capitais europeias.

Lisboa é daquelas cidades que conquistam já no primeiro passeio: ruas de pedra, fachadas de azulejo, cheiro de café e o rio Tejo aparecendo no fim de cada ladeira. E o melhor: ainda é uma das capitais mais acessíveis da Europa Ocidental.

Dia 1: Alfama e o coração histórico

Comece pela Alfama, o bairro mais antigo da cidade. Suba (ou pegue o famoso elétrico 28, o bondinho amarelo) até o Castelo de São Jorge e desça sem pressa pelas vielas, parando nos miradouros. O de Santa Luzia é o mais fotogênico.

Almoce por ali mesmo: um bacalhau à Brás com vinho verde resolve. À tarde, atravesse a Baixa até o Arco da Rua Augusta e a Praça do Comércio, de frente pro Tejo.

No fim do dia, suba ao Bairro Alto pelo Elevador da Glória. É lá que Lisboa vira festa à noite: ruas cheias, bares minúsculos e casas de fado.

Dia 2: Belém e as margens do Tejo

Dedique a manhã a Belém: o Mosteiro dos Jerónimos (chegue antes das 10h pra evitar fila), a Torre de Belém e, claro, os Pastéis de Belém originais, quentinhos, com canela e açúcar.

À tarde, escolha entre o moderno MAAT (museu de arte e tecnologia à beira-rio) ou volte ao centro pra um lanche na Time Out Market, mercado gastronômico com o melhor da cozinha portuguesa em um lugar só.

Dicas práticas

  • Quando ir: primavera (abril–junho) e início do outono (setembro–outubro) têm clima perfeito e menos turistas que o verão.
  • Transporte: compre o cartão Viva Viagem e use metrô, elétricos e elevadores à vontade.
  • Calçado: Lisboa é feita de ladeiras e pedras portuguesas escorregadias. Leve tênis confortável.
  • Quanto custa: dá pra comer muito bem por 15–20 € por refeição; museus custam entre 5 e 12 €.

Dois dias dão gosto de quero mais, e é exatamente assim que Lisboa gosta de ser deixada: com promessa de volta.

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