Jericoacoara: o paraíso cearense de ruas de areia e pôr do sol na duna
Jericoacoara, Brasil17 de julho de 2026

Jericoacoara: o paraíso cearense de ruas de areia e pôr do sol na duna

Por Lucas Bezerra de Aquino

Sem asfalto, sem poste, sem pressa: como chegar, onde ficar e o que fazer em Jeri, uma das praias mais especiais do Brasil.

Jericoacoara não é só uma praia: é um estado de espírito. A vila, encravada entre dunas no litoral oeste do Ceará, não tem ruas asfaltadas nem iluminação pública: à noite, quem ilumina o caminho são as estrelas e as luzes quentes dos restaurantes.

O ritual do pôr do sol

Todo fim de tarde, a vila inteira sobe a Duna do Pôr do Sol pra assistir ao espetáculo. O sol mergulha direto no mar (fenômeno raro no litoral brasileiro entre julho e novembro) e a plateia aplaude. É clichê? É. Funciona? Sempre.

O que fazer

  • Pedra Furada: o cartão-postal de Jeri. A trilha pela praia leva uns 40 minutos; vá de manhã cedo pra evitar o sol forte.
  • Lagoa do Paraíso e Lagoa Azul: águas cristalinas e mornas com redes dentro d'água. O passeio de buggy até as lagoas é o programa clássico do segundo dia.
  • Kitesurf e windsurf: de julho a janeiro o vento é constante e forte, e Jeri é um dos melhores picos do mundo. Há escolas pra iniciantes.
  • Capoeira na praia: no fim da tarde, as rodas se formam na beira do mar. Sente na areia e assista.

Dicas práticas

  • Como chegar: voe até Fortaleza e siga em transfer (4h30) ou até o aeroporto de Jericoacoara/Cruz (1h de jardineira). A entrada na vila é feita em veículos 4x4.
  • Quando ir: julho a janeiro pra vento e céu azul; fevereiro a maio pra lagoas cheias e menos gente.
  • Onde ficar: pousadas na vila permitem fazer tudo a pé. Reserve com antecedência em alta temporada.
  • Quanto custa: passeio de buggy às lagoas a partir de R$ 400 (o buggy inteiro, divide entre 4); pousadas médias de R$ 250 a R$ 600 a diária.

Leve pouco, ande descalço e não faça muitos planos: Jeri funciona melhor quando você deixa o dia acontecer.

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