Cidade do México: 4 dias na capital que mistura tacos, arte e pirâmides
Por Lucas Bezerra de Aquino
Museus de classe mundial, comida de rua premiada e pirâmides a uma hora do centro: um roteiro de 4 dias para se apaixonar pela capital mexicana.
Se você acha que a Cidade do México é só escala a caminho de Cancún, prepare-se para mudar de ideia. A capital mexicana é uma das cidades mais vibrantes do mundo: são mais de 150 museus, bairros que parecem cenário de filme e uma cena gastronômica que vai da barraquinha de esquina a restaurantes premiados.
E o melhor: tudo isso a preços que ainda são amigos do bolso brasileiro. Com o peso mexicano valendo pouco mais que o real, dá para comer bem, circular de metrô e visitar museus gastando menos do que em muita capital aqui do lado.
Separei um roteiro de 4 dias que equilibra história, arte, comida e aquele passeio de cartão-postal. Vamos nessa?
Dia 1: Centro Histórico
Comece pelo Zócalo, uma das maiores praças públicas do mundo, cercada pela Catedral Metropolitana e pelo Palácio Nacional, onde estão os murais de Diego Rivera contando a história do México. Ali do lado, o sítio arqueológico do Templo Mayor mostra as ruínas astecas que estavam embaixo da cidade colonial: literalmente uma cidade construída sobre a outra.
No fim da tarde, caminhe pela avenida Madero até o Palacio de Bellas Artes, o prédio mais fotogênico da cidade (é ele aí na capa). Para ver tudo do alto, suba na Torre Latinoamericana, bem em frente.
Dia 2: Chapultepec e Polanco
Reserve a manhã para o Museu Nacional de Antropologia, dentro do Bosque de Chapultepec. É um dos grandes museus do planeta. A Pedra do Sol asteca sozinha já vale a visita. Depois, suba até o Castelo de Chapultepec, único castelo real das Américas, com vista panorâmica da cidade.
À noite, o bairro de Polanco concentra a alta gastronomia. Se o orçamento permitir, tente reserva no Pujol ou no Quintonil (com semanas de antecedência). Se não, os tacos de rua da região quebram o galho com louvor.
Dia 3: Coyoacán, Roma e Condesa
A manhã é de Coyoacán, bairro de ruas coloridas onde fica a Casa Azul, o museu da Frida Kahlo (compre o ingresso online com antecedência, esgota rápido). Aproveite o Mercado de Coyoacán para provar tostadas e um churro com chocolate.
À tarde, explore os bairros Roma e Condesa, os queridinhos da cidade: cafés charmosos, livrarias, parques arborizados e a melhor cena de bares. É o lugar perfeito para terminar o dia com um mezcal.
Dia 4: Teotihuacán e Xochimilco
Acorde cedo para conhecer Teotihuacán, a cidade das pirâmides do Sol e da Lua, a cerca de 1 hora do centro. Vá logo na abertura para fugir do sol forte e das multidões. E considere o passeio de balão ao amanhecer, que virou febre por lá.
Na volta, feche a viagem em Xochimilco, navegando pelos canais em uma trajinera colorida ao som de mariachi. É turístico? É. Mas é diversão garantida, ainda mais em grupo.
Dicas práticas
- Quando ir: de novembro a abril, a estação seca. Março e abril têm as jacarandás floridas pintando a cidade de roxo. De junho a setembro chove quase toda tarde.
- Como chegar: há voos diretos de São Paulo (cerca de 9h30). Verifique as exigências de entrada para brasileiros (visto ou autorização eletrônica) antes de comprar a passagem, pois as regras mudam com frequência.
- Como circular: o metrô é baratíssimo e cobre bem a cidade, mas evite horários de pico. Apps de transporte funcionam muito bem e custam pouco.
- Quanto custa: tacos de rua por uns 15–25 pesos cada, refeição completa em restaurante médio por 200–350 pesos, museus entre gratuitos e 100 pesos.
- Atenção à altitude: a cidade fica a 2.240 metros. Vá com calma no primeiro dia (e no tequila também).
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