Quanto custam os passeios de Bonito: a tabela de 2026 e onde dá para economizar
Bonito, Brasil24 de setembro de 2026

Quanto custam os passeios de Bonito: a tabela de 2026 e onde dá para economizar

Por Lucas Bezerra de Aquino

Em Bonito o preço é tabelado por lei, então pechinchar não adianta. O que funciona é escolher data, passeio e forma de chegar com a conta na mão: a tabela de 2026, um roteiro de quatro dias somado e o que muda com criança pequena.

Bonito tem fama de destino caro, e a fama não é injusta: uma flutuação no Rio da Prata custa R$ 470 por pessoa na baixa temporada e R$ 570 na alta. Quem chega achando que vai economizar pesquisando agência descobre rápido que não vai. Em Bonito o preço de cada passeio é tabelado por lei, o ingresso só sai com o voucher único emitido por agência cadastrada e todas cobram o mesmo valor. Pechinchar não funciona. O que funciona é escolher bem a data, o passeio e a forma de chegar.

Leio tabela de preço como leio contrato: a conta se decide na letra miúda. Esta é a letra miúda de Bonito em 2026, com os valores da tabela oficial que as agências publicam. Quem ainda não conhece o lugar começa pelo nosso roteiro de Bonito; aqui o assunto é dinheiro.

Como a conta é formada

Três coisas entram em todo dia de passeio. O ingresso, com valor de baixa e de alta temporada. O transporte até o atrativo, cobrado à parte: as fazendas ficam a até 70 km do centro, não existe ônibus municipal e a van compartilhada custa de R$ 40 (Balneário Municipal) a R$ 120 (Pantanal) por pessoa, por passeio. E a Taxa de Conservação Ambiental, de R$ 15 por pessoa por dia em que há passeio agendado, com isenção até 5 anos. Dois passeios no mesmo dia pagam uma taxa só.

A alta temporada de 2026 é feita de janelas curtas e previsíveis: janeiro inteiro, Carnaval, Semana Santa, Corpus Christi, as férias de 11 de julho a 2 de agosto, os feriados de setembro a novembro e o fim de ano a partir de 19 de dezembro. Todo o resto é baixa. Outubro só tem dois feriados (10 a 12 e 31 de outubro a 2 de novembro); fora deles é preço de baixa com água ainda clara: a seca vai de maio a setembro e as chuvas que turvam os rios chegam entre dezembro e março.

A tabela, por tipo de passeio (baixa / alta)

Flutuações: Rio da Prata R$ 470 / 570, com almoço incluso e idade mínima de 5 anos. Rio Sucuri R$ 349 / 438 (crianças de 6 a 12 pagam R$ 319 na baixa; as de 4 e 5 anos pagam R$ 31). Nascente Azul R$ 374 / 462, com day use incluso e almoço opcional de R$ 94. Aquário Natural R$ 352 / 436, crianças até 7 anos por R$ 31.

Grutas e contemplação: Gruta do Lago Azul R$ 120 / 180. Gruta de São Miguel R$ 108 / 143, com crianças de 5 a 11 anos a R$ 10. Buraco das Araras R$ 185 o ano todo, grátis até 5 anos.

Cachoeiras com almoço incluso: Estância Mimosa R$ 340 / 410, Parque das Cachoeiras R$ 260 / 312 (R$ 208 em maio, junho e agosto) e Serra da Bodoquena R$ 340 / 440 (trilha, bote e balneário).

Balneários: Balneário Municipal R$ 70 / 98, Bosque das Águas R$ 80 / 100, Praia da Figueira R$ 119 / 139 e o day use da Nascente Azul R$ 126 / 139.

Quatro dias na ponta do lápis (baixa temporada, por adulto)

Transporte estimado pela faixa oficial: R$ 40 no Balneário Municipal, R$ 60 a 100 nos atrativos rurais.

Dia 1: Gruta do Lago Azul (R$ 120) e, na sequência, Balneário Municipal (R$ 70), com uma taxa só (R$ 15) e duas vans curtas. Uns R$ 285.

Dia 2: Rio da Prata, o passeio caro que eu não trocaria: R$ 470 com almoço, taxa e a van mais longa do roteiro (a fazenda fica em Jardim, a 50 km). Uns R$ 585.

Dia 3: Estância Mimosa, cachoeiras e almoço na fazenda: R$ 340, mais taxa e van. Uns R$ 435.

Dia 4: Bosque das Águas com lanche de casa (R$ 80) e, às 19h, o Projeto Jiboia no centro (R$ 80, grátis até 4 anos). Uns R$ 235.

Somando: R$ 1.160 de ingressos, R$ 60 de taxa e por volta de R$ 320 de van. Perto de R$ 1.540 por adulto, sem hotel e sem passagem. Na alta, os mesmos ingressos sobem para R$ 1.438: R$ 278 a mais por pessoa por causa de uma semana no calendário.

Onde a economia é real

A data pesa mais do que qualquer truque: são cerca de 25% nos ingressos, e o hotel acompanha. As fazendas cobram de R$ 85 a R$ 96 pelo almoço avulso, então a Nascente Azul (R$ 374) com almoço (R$ 94) chega a R$ 468, praticamente o Rio da Prata já almoçado. Compare o pacote inteiro, não o ingresso.

Balneário que deixa entrar com comida é o dia mais barato de uma família: Balneário Municipal, Bosque das Águas, Ilha Bonita e Balneário do Sol permitem; Praia da Figueira, Nascente Azul e Estrela do Formoso não. E agrupe passeios no mesmo dia sempre que der, por causa da taxa.

No transporte, a conta vira a partir de três pessoas: três adultos indo ao Rio da Prata pagam por volta de R$ 300 só de van, e a diária de carro na cidade fica entre R$ 120 e 150 com seguro. Reserve antes, porque nenhuma locadora tem balcão no aeroporto de Bonito, e conte com estrada de terra.

Na chegada, a van de Campo Grande custa R$ 130 por trecho (R$ 260 ida e volta), com 4h30 de estrada por sentido e criança até 5 anos no colo sem pagar. O voo direto para Bonito (Gol de Congonhas às quintas e domingos, Azul de Campinas às segundas, quartas e sextas) aparece entre R$ 800 e R$ 1.200 ida e volta em promoção. Se a diferença para Campo Grande for menor que R$ 260 por pessoa, o direto ganha e ainda devolve nove horas de estrada.

Com criança pequena, a conta muda de lugar

Menor de 5 anos não faz o Rio da Prata; no Sucuri, a partir de 4 anos, a criança paga R$ 31 na baixa. Entre 5 e 12 anos, o Rio da Prata cobra preço de adulto (R$ 470), enquanto o Sucuri cobra R$ 319 na baixa. Buraco das Araras, Bio Park e a taxa ambiental são grátis até 5 anos. O erro que sai caro é reservar flutuação de três horas para quem cansa em quarenta minutos: em Bonito o voucher tem hora marcada, e passeio perdido é dinheiro perdido.

Bonito é caro, mas é caro à vista: sem pegadinha nem taxa surpresa, o preço da tabela é o que você paga. Para quem planeja, isso já é quase um desconto.

Continue planejando